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Imagem e Confiança

É consensual de que a imagem que temos é importante. Gostamos de nos sentir bem no nosso corpo, gostamos de gostar da imagem que vemos todos os dias e podemos ou não explorar a imagem exterior com adornos como roupa e acessórios, bens, títulos e outras coisas que tais para a afirmação no coletivo.

De facto, a afirmação, a auto-confiança, vem de dentro. Vem daquilo que fazemos por nós, do que escolhemos fazer por nós.

Uma roupa que nos fica bem acaba por ser um add à essência que temos. Uma jóia, um carro, uma casa, um currículo pode levar a uma sensação de pertença a algo superior e contribuir para uma afirmação por si só no coletivo. Mas, se dentro existe um vazio de confiança, se dentro não sabemos quem somos, não sabemos quem queremos ser, não sabemos onde queremos ir, não sabemos o que escolher, então qualquer crítica irá abanar e tentar-se-á combater a vulnerabilidade com cada vez mais busca de poder e dinheiro, intervenções estéticas ou roupas e acessórios caríssimos para evitar que esse vazio de confiança interna seja perceptível.

É verdade que gosto de me arranjar, de me sentir bem vestida e, em simultâneo, confortável. Gosto de me vestir de forma a “chega e marca uma posição, um estilo” podendo esse variar entre um look mais casual e um mais clássico, mais mulher como lhe chamo. Sim, visto-me consoante o estado de espírito, ou seja, consoante o que estou a sentir e consoante o que me apetece fazer nesse dia. Há dias em que encaixa um tipo de roupa, há outros dias em que experimento uma série de coisas e a única coisa que encaixa é mesmo uma camisola oversized ou boyfriend (neste caso, father’s shirt). Não tem a ver com a busca do look perfeito. Tem mesmo a ver com o que vem de dentro. Pode-se considerar uma forma de vestir com o seu quê emocional. Considero que a forma como nos vestimos acaba por dizer sempre algo sobre nós naquele momento. Ou seja, diz-nos se estamos a explorar o nosso potencial ou se estamos, constantemente, a escondê-lo, desprezá-lo, esquecê-lo. E acreditem, mesmo com roupa de treino é possível sacar o potencial. E eu adoro um bom fato de treino.

Voltando à “teoria”, existe a validação interna e a validação externa. E a linguagem do corpo denuncia qual está afectada.

Quando a validação interna está em conflito por algo que nós próprios não aceitamos em nós, a validação externa terá todo um caminho aberto para nos destruir. Ou construir quando aparecem “anjos” em missão resgate.

Quando o externo é um campo de batalha, formado por um ambiente cheio de críticas, a validação interna será constantemente questionada e tal poderá correr bem, no sentido de ainda maior afirmação de quem se é esquecendo tudo e todos, ou, uma sensação de estar perdido envolve o ser não sabendo como é e como se comportar.

Como diz Brené Brown, só aceita críticas de pessoas que estejam na mesma arena, ou seja, com vivências iguais.

Por muito que não queiramos, por muito que se resista, somos seres vulneráveis. E a vulnerabilidade tem o seu lado bom. Para viver a vida em pleno, para desfrutar do que a vida tem para nos dar, temos que arriscar, temos que ser vulneráveis, temos que abrir o leque para 50% de hipóteses de falhar. Tentando minimizar o risco, não o ignorando, ganhamos mais experiência e acabamos por tomar boas decisões. Melhores até do que as decisões que tomamos ao ignorar o risco, a vulnerabilidade, a probabilidade de falhar, de correr mal.

Vulnerabilidade não é mostrar que se tem uma má imagem ou exacerbar uma má imagem. Vulnerabilidade é ser natural, deixar fluir, arriscar depois de um evento falhado, começar de novo, fazer diferente.

A confiança e a vulnerabilidade andam de mãos dadas. E podem ser melhoradas através da melhoria da relação com o nosso corpo, através da expressão da nossa essência, do nosso potencial. Através do coração e menos do cérebro.

Toda a vida tem um ritmo. O batimento cardíaco define o ritmo da nossa vida. Só temos que fazer uma pausa, dar um passo atrás para o sentir…

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