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Relação com o corpo e dismorfia corporal

A dismorfia corporal é um distúrbio psicológico caracterizado pela procura da imagem perfeita. As pequenas imperfeições são sobrevalorizadas, outras são imaginadas ditando uma excessiva preocupação pelo corpo.

A relação com o corpo não é, de todo, a busca pelo corpo perfeito. A relação com o corpo é o estabelecimento do contacto com o corpo, o acesso ao próprio corpo estabelecendo uma relação de aceitação, amor, receptividade e entrega consigo.

Cada vez mais a insatisfação com a própria imagem parece algo comum na população em geral. O digital veio acrescentar muitos aspectos positivos no nosso estilo de vida, no entanto, traz consigo, também, aspectos negativos como maior preocupação com a imagem que se passa nas redes sociais, uso de filtros capazes de modificar imperfeições que não se tolera e comparação desleal com fotografias perfeitas que constantemente circulam.

O nível de insatisfação com a própria imagem pode variar entre os indivíduos e atingir diferentes graus capazes de influenciar a sua vida pessoal, social, relacional e profissional.

A questão que se prende com a dismorfia corporal é a crença latente de que se é “deformado”, feio, não atrativo em nenhum aspecto. Essa distorção cognitiva torna-se uma obsessão, esses pensamentos causam stress e são difíceis de controlar e resistir.

As preocupações mais comuns envolvem áreas da face bem como partes do corpo. Os focos vão desde acne, rugas, linhas de expressão, alterações da cor da pele, textura da pele, cicatrizes, estrias, marcas, cabelos finos, excesso de pêlos, tamanho e forma do nariz, peso, anca, pernas e mamas.

Vários casos clínicos relatam incapacidade de interromper esse fluxo de pensamentos obsessivos com a percepção do defeito ou defeitos sendo difícil controlar tal obsessão aumentando a pressão quando se sente observado.

São vários os comportamentos adoptados na tentativa de disfarçar os defeitos identificados pelo próprio, no entanto, na maioria das vezes sem sucesso para si próprio. Ou seja, o próprio continua a identificá-los, a reprimir-se por causa deles e a limitar as suas interações e a exploração do seu potencial.

Em termos de neurobiologia, estudos revelam que no desenvolvimento de dismorfia corporal, funções anormais de serotonina e dopamina podem estar associadas uma vez que indivíduos tratados com base nestes neurotransmissores apresentaram boa resposta.

Alguns autores sugerem que o desenvolvimento de dismorfia corporal possa ter um gatilho em quadros, patologias inflamatórias interferindo na síntese da serotonina, sofrer exacerbações após infeção estreptocócica ou surgir após lesão da região do lobo fronto-temporal.

Em termos de teorias psicológicas, a teoria psicanalítica sugere um deslocamento inconsciente de conflitos sexuais ou emocionais, sentimentos de inferioridade, culpa ou distorção da imagem corporal de alguma parte do corpo.

Por sua vez, a teoria cognitivo-comportamental sugere uma interação entre fatores comportamentais, cognitivos e emocionais. Neste caso, incluem atitudes não realistas sobre a imagem corporal relacionadas à perfeição e simetria, atenção seletiva aos defeitos percebidos e aumento da monitorização da presença de defeitos na aparência, juntamente com interpretação errónea das expressões faciais dos outros como sendo crítica ou raiva.

Concluindo, pessoas com dismorfia corporal tendem a achar que a sua aparência é bem menos atrativa do que o que acreditam ser a ideal.

Dado o componente neurobiológico e bioquímico, faz sentido uma abordagem neste sentido. O intestino é considerado o nosso segundo cérebro. Participa no sistema neuroendócrino, emocional e na imunomodulação.

90% da serotonina é produzida a nível intestinal e apenas 10% está no sistema nervoso central. A modulação intestinal é importante na modulação da relação com o corpo. A modulação dos neurotransmissores é determinante na intervenção na dismorfia corporal.

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